Sábado, 7 de novembro de 2026
Das 13h30 às 19h

Centro Britânico Brasileiro (CBB)
Rua Ferreira de Araújo, 741 – Pinheiros,
São Paulo

V Festival Confluentes coloca escolhas, diferenças e convivência no centro da conversa

Em sua quinta edição, o Festival Confluentes reúne especialistas, pesquisadores, ativistas, lideranças políticas e da sociedade civil para conversas sobre escolhas, diferenças e convivência na construção de um Brasil mais tolerante.

Com o tema “Ser feliz ou ter razão?”, o encontro acontece em 7 de novembro, no Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo. Os ingressos são gratuitos e limitados. Garanta seu ingresso no Sympla.

A proposta é refletir sobre democracia e convivência em uma sociedade marcada por desigualdades e polarização. O festival parte da ideia de que viver democraticamente exige sustentar diferenças sem transformar toda divergência em dissidência. Ao mesmo tempo, coloca em discussão como as possibilidades de escolher, pertencer, circular com segurança e imaginar o futuro são distribuídas de maneiras muito distintas no país.

Maria Hermínia Tavares de Almeida, Miguel Lago, Aline Midlej, Maria Luiza Mendez, Francisco Bosco, Raull Santiago, Carolina Ricardo e Rafael Zanatta estão entre os nomes confirmados.

Escolhas individuais e condições de escolha

A escolha aparece como fio condutor da programação.

O festival parte da tensão entre escolhas individuais e as condições sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que delimitam as alternativas disponíveis para cada pessoa. Origem, renda, raça, território, acesso a direitos e até os algoritmos que organizam parte da vida digital entram nessa equação.

Ao longo da tarde, painéis, debates e mini-TEDs vão abordar diferentes dimensões dessa discussão.

O Brasil depois das eleições de 2026

Um dos pontos de partida será o Brasil depois das eleições de 2026.

A proposta é olhar para o cenário que emerge das urnas e discutir o que ele revela sobre o país e sobre as possibilidades de convivência e participação democrática a partir dali.

O debate eleitoral entra, assim, como parte de uma questão mais ampla que percorre o festival: como construir decisões coletivas em uma sociedade formada por experiências, interesses e visões de mundo tão diferentes?

Segurança pública, tecnologia e liberdade de circulação

Segurança pública, tecnologia e liberdade de circulação formam um dos eixos da programação.

As conversas vão abordar como inteligência artificial, dados e sistemas de vigilância vêm sendo incorporados às políticas de segurança e o que essas decisões significam para privacidade, transparência e para a experiência de circular pela cidade.

Mais do que discutir as tecnologias em si, o debate busca olhar para as escolhas envolvidas em sua adoção e para seus efeitos sobre diferentes grupos e territórios.

Quem pode, de fato, escolher?

A relação entre escolhas e condições de vida também aparece nos debates sobre desigualdade.

Desigualdades estruturais restringem as escolhas e transformam a capacidade de agência em uma navegação por contextos marcados por assimetrias. Mesmo a mobilidade ascendente pode resultar em uma “consolidação precária”, o que coloca em debate a necessidade de políticas capazes de assegurar posições sociais mais duradouras, indo além do mero acesso.

A discussão parte, portanto, de uma pergunta que atravessa diferentes dimensões da vida social: quem dispõe, de fato, das condições necessárias para escolher?

Apostas esportivas, risco e proteção social

Os efeitos do crescimento das apostas esportivas entram nessa discussão a partir do conflito entre expectativas de ascensão, busca por dinheiro rápido, exposição ao risco e necessidade de bem-estar.

Mais do que analisar as restrições impostas ao mercado de apostas, o debate propõe investigar as tensões sociais que conduziram a esse desfecho e como lidar com o legado de endividamento, problemas de saúde mental e ludopatia.

A discussão também passa pelos limites da liberdade individual diante da proteção social e pelo papel do Estado nessa equação.

Escutar, discordar e construir caminhos comuns

A programação também apresentará reflexões sobre os desafios de dialogar e divergir, especialmente em temas relativos às pautas progressistas.

Reunindo vozes plurais e diferentes pontos de vista, o festival busca discutir como sustentar divergências com escuta, respeito e compromisso democrático, promovendo pontes mesmo diante de desacordos importantes.

A provocação do título ganha  outro sentido: mais do que propor uma oposição entre felicidade e razão, serve para discutir a relação que estabelecemos com nossas próprias certezas e com quem pensa de outra maneira.

V Festival Confluentes – Ser feliz ou ter razão?

Data: 7 de novembro de 2026, sábado
Abertura da casa: 13h30
Início da programação: 14h
Coquetel: 19h
Encerramento: 20h
Local: Centro Britânico Brasileiro – Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros, São Paulo
Ingressos: gratuitos e limitados

Sobre o Festival

O Festival Confluentes é um espaço de encontro, diálogo e construção coletiva de ideias para um Brasil mais democrático e plural. Criado como um momento de convergência entre diferentes vozes e perspectivas, o evento reúne anualmente na capital paulista jornalistas, acadêmicos, ativistas e especialistas para discutir temas urgentes da sociedade contemporânea. A cada edição, os debates abordam questões como o futuro da democracia, o impacto das tecnologias na vida pública, os desafios da equidade e a importância da justiça climática.

Com um formato dinâmico, o festival combina painéis de discussão, mini-TEDs e entrevistas para incentivar a troca de conhecimento e a reflexão crítica. Além das mesas de debate, o evento conta com apresentações culturais e exposições visuais que ampliam a compreensão sobre os desafios e oportunidades do tempo presente.

Desde sua primeira edição, em 2022, o Festival Confluentes vem aprofundando temas essenciais para a sociedade brasileira. O evento de estreia teve como tema “Brasil, e agora? Democracia, transformação e novas perspectivas”, discutindo os desafios políticos, econômicos e midiáticos do país no período pós-eleitoral. Em 2023, a segunda edição abordou a relação entre tecnologia e democracia, além de suas implicações políticas, sociais e culturais, sob o tema “Democracia e equidade na era digital”. Depois, em 2024, o festival trouxe o tema “Conversas sobre um Brasil plural e democrático”, com reflexões sobre polarização política, equidade no judiciário, inteligência artificial e mudanças climáticas. Na edição mais recente, 2025, com o tema “Futuros possíveis”, o festival reuniu nomes importantes da ciência, da tecnologia e do jornalismo para esperançar.

 

Edições anteriores

IV Festival Confluentes – 2025

Tema: “Futuros possíveis”

No dia 27 de setembro de 2025, o auditório do British Council, em São Paulo, recebeu a 4ª edição do Festival Confluentes, que reuniu nomes da ciência, tecnologia, política e jornalismo para discutir os caminhos de um futuro mais justo, democrático e sustentável.

O curador Marcello Dantas abriu o evento com uma reflexão sobre os impactos da inteligência artificial nas relações humanas. Em seguida, Alessandra Orofino e Bruno Torturra, do podcast Calma Urgente, debateram o papel da mídia e da IA na construção do futuro. Depois, o painel “O caminho é democrático”, mediado por Beatriz Bulla, reuniu Talíria Petrone, Aava Santiago e Will Schmaltz, da Escola Comum, para discutir juventude, participação e renovação política, e o professor Hélio Santos emocionou o público com um mini-TED sobre equidade racial e políticas de inclusão.

Depois do intervalo, Rogério Oliveira, apresentou iniciativas que usam IA para enfrentar desafios sociais e ambientais e Marcelo Gleiser, em entrevista à jornalista Micheline Alves, trouxe uma perspectiva ética sobre o uso das tecnologias, lembrando que “as máquinas refletem a luz e a sombra da humanidade”. Na mesa de encerramento, mediada por Aline Midlej, participaram Alice Pataxó, Yuri Salmona e Tasso Azevedo, com reflexões sobre justiça climática e a importância de unir saberes tradicionais e tecnologias na busca por esperança e ação coletiva.

A atriz Isabela Mariotto encerrou o festival com uma performance inspirada em Aos nossos amigos, do Comitê Invisível, reforçando a mensagem central do encontro: “A nossa margem de ação é infinita e a vida nos estende a mão.”

III Festival Confluentes – 2024

Tema: “Conversas sobre um Brasil plural e democrático”

Em 19 de outubro de 2024, no auditório do British Council, em São Paulo, o Festival Confluentes debateu a polarização política, os desafios do judiciário, a inteligência artificial e a crise climática.

A programação contou com uma entrevista de Mathieu Lefevre (More in Common) pelo jornalista Guilherme Amado sobre polarização afetiva, além de mini-TEDs apresentados por Camila Rocha e Beto Vasconcelos. O painel “Judiciário, polarização e democracia”, mediado pela jornalista Aline Midlej trouxe Conrado Hübner Mendes, Eloísa Machado de Almeida e Karen Luise Souza. O evento também abordou os desafios da inteligência artificial com Pedro Doria e Monique Lemos, e o impacto das mudanças climáticas com as vereadoras Ingrid Sateré Mawé e Marina Bragante, com mediação de Rodrigo de Almeida.

No encerramento, show da cantora Jadsa com canções autorais e clássicos de Leci Brandão. O festival contou ainda com a exposição O elo sagrado das águas do brasil: Cerrado e Amazônia, da Ambiental Media, com fotos de André Dib e Bruno Kelly.

A edição teve o apoio da Open Society Foundations, Revista Piauí, Trip, Pensata Comunicação, Ambiental Media e Imani Chás Orgânicos, além da parceria do British Council, que sediou o evento.

II Festival Confluentes – 2023

Tema: “Democracia e equidade na era digital”

O segundo Festival Confluentes aconteceu em 11 de novembro de 2023, no auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, e teve como tema central a relação entre tecnologia e democracia. O evento trouxe reflexões sobre os impactos das redes sociais na política, a polarização digital e o papel das big techs na disseminação da desinformação.

Entre os participantes, houve a presença internacional de Max Fisher, jornalista do New York Times e autor do livro A máquina do caos, entrevistado por Malu Gaspar. O jornalista Pedro Doria fez um mini-TED sobre radicalização digital, enquanto Winnie Bueno trouxe uma análise crítica sobre algoritmos, representatividade e poder.

A programação também incluiu o mini-TED “Vozes da equidade”, com Thuane Nascimento, e a mesa “Big techs, regulação, políticas públicas e cultura”, mediada por Mara Luquet e composta por Humberto Ribeiro, Estela Aranha e Gabriel Sampaio. O encerramento contou com um debate entre Caio Vieira Machado e Juliana Wallauer sobre o futuro das plataformas digitais.

O evento teve apoio da Open Society Foundations, Alumni FGV EAESP, Canal MyNews, Revista Piauí, Trip e Pensata Comunicação.

I Festival Confluentes – 2022

Tema: “Brasil, e agora? Democracia, transformação e novas perspectivas”

Realizado em 19 de novembro de 2022, no Teatro FAAP, em São Paulo, o primeiro Festival Confluentes reuniu especialistas para debater os desafios da democracia brasileira no período pós-eleitoral. O evento contou com painéis sobre política, economia e mídia, buscando refletir sobre os caminhos para o país em 2023 e o papel da sociedade civil na superação das tensões e divisões políticas.

A programação incluiu um debate entre Jason Stanley da Universidade de Yale, autor do livro Como funciona o fascismo: A política do “nós” e “eles”, e Patrícia Campos Mello, jornalista e autora de A máquina do ódio, sobre autoritarismo e propaganda política. Em seguida, houve uma mesa sobre economia com Elena Landau e Guilherme Mello, mediada por Priscila Yazbek. O encerramento contou com uma discussão sobre jornalismo e desinformação, com Guilherme Amado, Fabiana Moraes e Bruno Torturra.

O evento foi realizado pelo Confluentes e contou com o apoio da FAAP, Grupo Companhia das Letras, Instituto Braudel e Comuá.