Encontro com William Ury: A importância da escuta e da negociação

Encontros, Eventos

O Confluentes recebeu o negociador, antropólogo e autor best-seller William Ury, cofundador do Programa de Negociação de Harvard e uma das maiores referências mundiais em mediação de conflitos. O encontro reuniu integrantes da rede para uma noite dedicada à escuta, ao diálogo e à construção de possibilidades em tempos desafiadores. A mediação foi conduzida por Rafael Poço, diretor executivo do Instituto Galo da Manhã e integrante do conselho curador do Confluentes.

Ao longo da conversa, Ury compartilhou aprendizados de mais de quatro décadas facilitando negociações no mundo todo – de disputas empresariais no Brasil a conflitos internacionais, passando por processos históricos como o fim do Apartheid na África do Sul. Para ele, o maior obstáculo nos conflitos não está no outro, mas dentro de cada um de nós: nossas reações impulsivas, o medo, a raiva e o desejo de “vencer” podem nos afastar daquilo que realmente buscamos. Segundo Ury, a primeira negociação sempre é interna: só quando ouvimos a nós mesmos conseguimos escutar o outro.

Um dos muitos pontos altos do encontro foi a discussão sobre três ideias centrais de seu livro Sim, é possível. Lançado no Brasil em 2024 pela editora Sextante, descreve como a capacidade de se distanciar por um instante, compreender as necessidades profundas da outra parte e envolver a comunidade ao redor do conflito pode transformar situações consideradas “impossíveis” em soluções concretas e humanas. 

Ao falar sobre a crescente polarização global, Ury destacou que toda sociedade precisa resgatar seu “possibilista interior”: a capacidade de imaginar caminhos quando tudo parece travado. Para ele, é essa disposição que abre espaço para a confiança, elemento que determina a velocidade real de qualquer transformação. Quando confiamos, avançamos; quando desconfiamos, paralisamos. Por isso, negociar não é derrotar alguém, mas criar as condições para que todos possam prosperar.

O encontro reforçou a proposta central do Confluentes: promover espaços seguros de escuta e aprendizado, aproximando lideranças, especialistas e cidadãos interessados em enfrentar os desafios estruturais do Brasil. Ao final da noite, a sensação comum era a de ter participado não apenas de uma conversa, mas de um convite – um convite a enxergar possibilidades onde muitos só veem impasses e a construir as pontes que o país precisa.

Encontro com William Ury: A importância da escuta e da negociação

Encontros, Eventos

O Confluentes recebeu o negociador, antropólogo e autor best-seller William Ury, cofundador do Programa de Negociação de Harvard e uma das maiores referências mundiais em mediação de conflitos. O encontro reuniu integrantes da rede para uma noite dedicada à escuta, ao diálogo e à construção de possibilidades em tempos desafiadores. A mediação foi conduzida por Rafael Poço, diretor executivo do Instituto Galo da Manhã e integrante do conselho curador do Confluentes.

Ao longo da conversa, Ury compartilhou aprendizados de mais de quatro décadas facilitando negociações no mundo todo – de disputas empresariais no Brasil a conflitos internacionais, passando por processos históricos como o fim do Apartheid na África do Sul. Para ele, o maior obstáculo nos conflitos não está no outro, mas dentro de cada um de nós: nossas reações impulsivas, o medo, a raiva e o desejo de “vencer” podem nos afastar daquilo que realmente buscamos. Segundo Ury, a primeira negociação sempre é interna: só quando ouvimos a nós mesmos conseguimos escutar o outro.

Um dos muitos pontos altos do encontro foi a discussão sobre três ideias centrais de seu livro Sim, é possível. Lançado no Brasil em 2024 pela editora Sextante, descreve como a capacidade de se distanciar por um instante, compreender as necessidades profundas da outra parte e envolver a comunidade ao redor do conflito pode transformar situações consideradas “impossíveis” em soluções concretas e humanas. 

Ao falar sobre a crescente polarização global, Ury destacou que toda sociedade precisa resgatar seu “possibilista interior”: a capacidade de imaginar caminhos quando tudo parece travado. Para ele, é essa disposição que abre espaço para a confiança, elemento que determina a velocidade real de qualquer transformação. Quando confiamos, avançamos; quando desconfiamos, paralisamos. Por isso, negociar não é derrotar alguém, mas criar as condições para que todos possam prosperar.

O encontro reforçou a proposta central do Confluentes: promover espaços seguros de escuta e aprendizado, aproximando lideranças, especialistas e cidadãos interessados em enfrentar os desafios estruturais do Brasil. Ao final da noite, a sensação comum era a de ter participado não apenas de uma conversa, mas de um convite – um convite a enxergar possibilidades onde muitos só veem impasses e a construir as pontes que o país precisa.