Corrupção como ameaça à democracia

Eventos

Encontro do Confluentes discute agenda anticorrupção

O Confluentes, em parceria com a Transparência Internacional Brasil, reuniu sua rede e convidados dia 29 de abril de 2025, para debater os desafios contemporâneos da agenda anticorrupção no país e no mundo. O evento, realizado no Consulado Geral da Alemanha em São Paulo, contou com a participação de Maíra Martini, cônsul-geral da Alemanha, e Bruno Brandão, diretor da Transparência Internacional Brasil, com mediação da jornalista Malu Gaspar.

Logo no início, ficou claro que a corrupção não é apenas um problema ético. É, sobretudo, uma ameaça à democracia, à prosperidade e ao futuro das sociedades.

Maíra Martini destacou a responsabilidade dos países desenvolvidos no combate ao fluxo de recursos ilícitos. Segundo ela, o fato de países ricos receberem dinheiro sujo vindo de países pobres e em desenvolvimento corrói não só sistemas financeiros, mas também instituições democráticas. “Durante muito tempo, se fechou os olhos para esse dinheiro, que entrou em bancos e setores imobiliários, e agora vemos as consequências”, afirmou, lembrando que democracias consolidadas também sofrem impactos dessa prática.

Já Bruno Brandão reforçou a urgência de resgatar a pauta anticorrupção no Brasil de forma democrática e conectada aos direitos. Para ele, temos que voltar a ver a luta contra a corrupção como essencialmente uma luta por direitos, mas também por prosperidade e progresso econômico. “Essa pauta foi sequestrada pelo populismo autoritário e agora precisa ser recuperada pela sociedade civil”, alertou.

Brandão ainda chamou atenção para o fato de que, em muitos contextos, a corrupção não é uma falha do sistema, mas parte de sua engrenagem. “Em sistemas extrativistas, a corrupção é funcional. O redesenho dessa máquina só é possível com pressões externas: do setor privado, da sociedade civil organizada e da comunidade internacional. E o Brasil tem todas as condições de avançar nesse caminho,” disse.

O encontro reforçou o papel do Confluentes como espaço de diálogo e mobilização para enfrentar desafios que atravessam fronteiras. Ao articular vozes, experiências e perspectivas diversas, a rede reafirma que o combate à corrupção precisa ser tratado como uma pauta de democracia e de direitos.

Corrupção como ameaça à democracia

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Encontro do Confluentes discute agenda anticorrupção

O Confluentes, em parceria com a Transparência Internacional Brasil, reuniu sua rede e convidados dia 29 de abril de 2025, para debater os desafios contemporâneos da agenda anticorrupção no país e no mundo. O evento, realizado no Consulado Geral da Alemanha em São Paulo, contou com a participação de Maíra Martini, cônsul-geral da Alemanha, e Bruno Brandão, diretor da Transparência Internacional Brasil, com mediação da jornalista Malu Gaspar.

Logo no início, ficou claro que a corrupção não é apenas um problema ético. É, sobretudo, uma ameaça à democracia, à prosperidade e ao futuro das sociedades.

Maíra Martini destacou a responsabilidade dos países desenvolvidos no combate ao fluxo de recursos ilícitos. Segundo ela, o fato de países ricos receberem dinheiro sujo vindo de países pobres e em desenvolvimento corrói não só sistemas financeiros, mas também instituições democráticas. “Durante muito tempo, se fechou os olhos para esse dinheiro, que entrou em bancos e setores imobiliários, e agora vemos as consequências”, afirmou, lembrando que democracias consolidadas também sofrem impactos dessa prática.

Já Bruno Brandão reforçou a urgência de resgatar a pauta anticorrupção no Brasil de forma democrática e conectada aos direitos. Para ele, temos que voltar a ver a luta contra a corrupção como essencialmente uma luta por direitos, mas também por prosperidade e progresso econômico. “Essa pauta foi sequestrada pelo populismo autoritário e agora precisa ser recuperada pela sociedade civil”, alertou.

Brandão ainda chamou atenção para o fato de que, em muitos contextos, a corrupção não é uma falha do sistema, mas parte de sua engrenagem. “Em sistemas extrativistas, a corrupção é funcional. O redesenho dessa máquina só é possível com pressões externas: do setor privado, da sociedade civil organizada e da comunidade internacional. E o Brasil tem todas as condições de avançar nesse caminho,” disse.

O encontro reforçou o papel do Confluentes como espaço de diálogo e mobilização para enfrentar desafios que atravessam fronteiras. Ao articular vozes, experiências e perspectivas diversas, a rede reafirma que o combate à corrupção precisa ser tratado como uma pauta de democracia e de direitos.